
Felippe Moraes transforma a praça do MAC em instrumento musical coletivo
Artista convida o público a produzir música de forma coletiva. Visitantes interagem com as esculturas da série "Composição Aleatória #2" do artista Felippe Moraes
17 JUN 202615h00Culturaniteroi
Sobre o evento
Artista convida o público a produzir música de forma coletiva. Visitantes interagem com as esculturas da série "Composição Aleatória #2" do artista Felippe Moraes
O Museu de Arte Contemporânea apresenta a partir de 13 de junho, a exposição de Felippe Moraes Composição Aleatória, que ocupa a praça do museu com três esculturas sonoras interativas de grandes proporções, convidando o público a produzir música de forma coletiva. Com entrada gratuita, a mostra conta com texto da curadora libanesa Amanda Abi Khalil e segue até 23 de agosto de 2026.
Na exposição, o artista apresenta a série Composição Aleatória #2 (2024), composta por três esculturas monumentais que funcionam como instrumentos musicais coletivos. As obras convidam o público a se sentar em pares e a balançar nas estruturas, acionando doze sinos suspensos, organizados segundo a escala dodecafônica, sistema musical baseado na premissa de igualdade entre todas as notas da escala cromática.
Derivada da obra Composição Aleatória (2019), apresentada pela primeira vez na exposição Solfejo, no Centro Cultural FIESP, em São Paulo, a série se aprofunda na ideia de música como acontecimento imprevisível e relacional. Cada ativação gera uma situação sonora única, moldada pelos movimentos arbitrários dos corpos, pelo vento, pela maresia e pela interação entre visitantes. Não há partitura fixa, nem repetição possível: a obra se afirma como uma composição sempre provisória e coletiva. As esculturas já passaram por importantes centros culturais no Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Friburgo e Brasília.
A exposição marca o retorno de Felippe Moraes ao MAC Niterói para celebrar uma década de pesquisas e intervenções que tensionam a arquitetura icônica de Oscar Niemeyer, seu simbolismo e sua relação direta com a paisagem e a cidade. Desde 2016, o artista desenvolve uma sequência de projetos concebidos para os espaços externos do museu, entre eles "Progressão" (2016), realizada durante os Jogos Olímpicos, quando instalou 26 bandeiras em tons de cinza ao longo da rampa do edifício, e "Samba Exaltação" (2021), mostra criada especialmente para os 25 anos do MAC, com sete neons que incorporavam versos de sambas tradicionais à arquitetura modernista.
Em 2022, Moraes expandiu essa investigação com a curadoria do "Projeto Mirante", ocupando simultaneamente a praça, a rampa e a bilheteria do museu, criando três exposições simultâneas que diluíram fronteiras institucionais e estabeleceram um contato direto com o público visitante.
Ao instalar as esculturas na praça do MAC Niterói, Felippe Moraes coloca em diálogo a geometria rigorosa das formas, a instabilidade do som e a vastidão da paisagem marítima, criando um ambiente de criação livre, lúdica e sensorial, no qual arquitetura, corpo e território vibram em uníssono.
Para o artista: "Historicamente, as pessoas se sentem distanciadas das instituições de arte. O MAC Niterói não é diferente, com o agravante de estar em diálogo constante com uma paisagem arrebatadora e uma arquitetura tão potente que, muitas vezes, eclipsam as coleções e programações. Ao ocupar a praça do museu, busco ativar esse espaço de encontro, onde a arte e as pesquisas curatoriais ganham forma ao entrar em contato direto com os visitantes. É uma proposta de museu verdadeiramente público: aquele que se abre para a cidade, transforma os cidadãos e também se deixa transformar por eles."
Sobre o MAC
O Museu de Arte Contemporânea - MAC Niterói celebra seu trigésimo aniversário e pela primeira vez conta com apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
O ano marca a apresentação do museu pelo Ministério da Cultura, Governo do Brasil e pela Prefeitura de Niterói (Secretaria Municipal das Culturas) com patrocínio master da Petrobras e patrocínio do Itaú Unibanco através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Obra de Oscar Niemeyer, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói – espaço administrado pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas e Fundação de Arte de Niterói – foi inaugurado no dia 2 de setembro de 1996, para abrigar as obras da importante coleção de João Sattamini. O Museu, que em 2016 passou por uma reforma inédita de modernização, completa 30 anos no dia 2 de setembro deste ano e pela primeira vez conta com apoio da Lei Federal e Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Belo e absolutamente surpreendente, se abrindo como uma flor, o museu conta também com a Coleção MAC Niterói, com obras de arte incorporadas ao acervo por meio de doações de artistas que ali fizeram exposições. Na primeira entrada, fica o pavimento de recepção e administração. Logo acima, o segundo pavimento abriga o salão central de exposições envolto por uma varanda circular envidraçada, destinada também a mostras, e, acima, o mezanino, totalizando uma área de mil metros quadrados, de onde se pode admirar a paisagem panorâmica da Baía de Guanabara. No subsolo, o visitante encontra um auditório para 60 espectadores.
Nesses 30 anos, foram recebidas mais de 2.800.000 pessoas no museu, nomes como David Bowie, Juliette Binoche, o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, entre outros, estiveram no equipamento e deixaram seu relato no livro de ouro. Foram realizadas mais de 185 exposições ao longo desses anos.
Serviço
Felippe Moraes - Composição Aleatória
Datas: 13 de junho a 23 de agosto de 2026
Classificação indicativa: Livre
Entrada Gratuita
Museu de Arte Contemporânea - MAC Niterói
Mirante da Boa Viagem, S/N
Tags:
O Museu de Arte Contemporânea apresenta a partir de 13 de junho, a exposição de Felippe Moraes Composição Aleatória, que ocupa a praça do museu com três esculturas sonoras interativas de grandes proporções, convidando o público a produzir música de forma coletiva. Com entrada gratuita, a mostra conta com texto da curadora libanesa Amanda Abi Khalil e segue até 23 de agosto de 2026.
Na exposição, o artista apresenta a série Composição Aleatória #2 (2024), composta por três esculturas monumentais que funcionam como instrumentos musicais coletivos. As obras convidam o público a se sentar em pares e a balançar nas estruturas, acionando doze sinos suspensos, organizados segundo a escala dodecafônica, sistema musical baseado na premissa de igualdade entre todas as notas da escala cromática.
Derivada da obra Composição Aleatória (2019), apresentada pela primeira vez na exposição Solfejo, no Centro Cultural FIESP, em São Paulo, a série se aprofunda na ideia de música como acontecimento imprevisível e relacional. Cada ativação gera uma situação sonora única, moldada pelos movimentos arbitrários dos corpos, pelo vento, pela maresia e pela interação entre visitantes. Não há partitura fixa, nem repetição possível: a obra se afirma como uma composição sempre provisória e coletiva. As esculturas já passaram por importantes centros culturais no Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Friburgo e Brasília.
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A exposição marca o retorno de Felippe Moraes ao MAC Niterói para celebrar uma década de pesquisas e intervenções que tensionam a arquitetura icônica de Oscar Niemeyer, seu simbolismo e sua relação direta com a paisagem e a cidade. Desde 2016, o artista desenvolve uma sequência de projetos concebidos para os espaços externos do museu, entre eles "Progressão" (2016), realizada durante os Jogos Olímpicos, quando instalou 26 bandeiras em tons de cinza ao longo da rampa do edifício, e "Samba Exaltação" (2021), mostra criada especialmente para os 25 anos do MAC, com sete neons que incorporavam versos de sambas tradicionais à arquitetura modernista.
Em 2022, Moraes expandiu essa investigação com a curadoria do "Projeto Mirante", ocupando simultaneamente a praça, a rampa e a bilheteria do museu, criando três exposições simultâneas que diluíram fronteiras institucionais e estabeleceram um contato direto com o público visitante.
Ao instalar as esculturas na praça do MAC Niterói, Felippe Moraes coloca em diálogo a geometria rigorosa das formas, a instabilidade do som e a vastidão da paisagem marítima, criando um ambiente de criação livre, lúdica e sensorial, no qual arquitetura, corpo e território vibram em uníssono.
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Sobre o MAC
O Museu de Arte Contemporânea - MAC Niterói celebra seu trigésimo aniversário e pela primeira vez conta com apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
O ano marca a apresentação do museu pelo Ministério da Cultura, Governo do Brasil e pela Prefeitura de Niterói (Secretaria Municipal das Culturas) com patrocínio master da Petrobras e patrocínio do Itaú Unibanco através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Obra de Oscar Niemeyer, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói – espaço administrado pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas e Fundação de Arte de Niterói – foi inaugurado no dia 2 de setembro de 1996, para abrigar as obras da importante coleção de João Sattamini. O Museu, que em 2016 passou por uma reforma inédita de modernização, completa 30 anos no dia 2 de setembro deste ano e pela primeira vez conta com apoio da Lei Federal e Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Belo e absolutamente surpreendente, se abrindo como uma flor, o museu conta também com a Coleção MAC Niterói, com obras de arte incorporadas ao acervo por meio de doações de artistas que ali fizeram exposições. Na primeira entrada, fica o pavimento de recepção e administração. Logo acima, o segundo pavimento abriga o salão central de exposições envolto por uma varanda circular envidraçada, destinada também a mostras, e, acima, o mezanino, totalizando uma área de mil metros quadrados, de onde se pode admirar a paisagem panorâmica da Baía de Guanabara. No subsolo, o visitante encontra um auditório para 60 espectadores.
Nesses 30 anos, foram recebidas mais de 2.800.000 pessoas no museu, nomes como David Bowie, Juliette Binoche, o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, entre outros, estiveram no equipamento e deixaram seu relato no livro de ouro. Foram realizadas mais de 185 exposições ao longo desses anos.
Serviço
Felippe Moraes - Composição Aleatória
Datas: 13 de junho a 23 de agosto de 2026
Classificação indicativa: Livre
Entrada Gratuita
Museu de Arte Contemporânea - MAC Niterói
Mirante da Boa Viagem, S/N
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