
Niterói Música para os novos desafios do audiovisual
Nos início dos anos 1990, quando o mundo ainda engatinhava na transição do vinil para o CD, o selo Niterói Discos já buscava incentivar o artista niteroiense na busca por seu espaço na concorrida indústria fonográfica. Sob novos desafios, essa missão deve continuar.
19 JUN 202612h00Culturaniteroi
Sobre o evento
Nos início dos anos 1990, quando o mundo ainda engatinhava na transição do vinil para o CD, o selo Niterói Discos já buscava incentivar o artista niteroiense na busca por seu espaço na concorrida indústria fonográfica. Sob novos desafios, essa missão deve continuar.
Criado na primeira gestão do prefeito Jorge Roberto Silveira, em setembro de 1991, com o lançamento do LP da lendária banda "Os Lobos", o selo institucional Niterói Discos, da Fundação de Arte de Niterói, entra em nova fase, com novo nome, nova direção e muitos planos.
A iniciativa, estruturada em um momento de efervescente produção cultural e muitas barreiras tecnológicas, tornou-se uma das experiências mais duradouras de produção fonográfica pública no Brasil, com centenas de artistas registrados e um catálogo que reúne música popular, instrumental, erudita, samba, choro e projetos experimentais. Além de fomentar a produção musical local, o selo desempenha papel importante na preservação da memória cultural da cidade, constituindo um dos maiores acervos fonográficos municipais do país.
Do LP ao CD, do MP3 às plataformas de streaming ao nosso alcance pelo celular, desde então, a forma de produzir e ouvir música sofreu uma verdadeira revolução. É preciso, então, olhar para essas transformações de forma inovadora, oferecendo ferramentas que estimulem artistas nesse mundo digital.
Como parte dessas transformações, a Niterói Discos passa a se chamar Niterói Música.
O novo diretor, músico e artista com histórico de participação no catálogo da Niterói Discos, Alessandro Cardozo, passou a ocupar a direção do selo na atual gestão municipal (2025-28). Sua nomeação representa uma continuidade da política de valorização da memória musical da cidade e do fortalecimento do acervo histórico do selo.
Início de tudo
Inspirada no projeto de dois músicos e produtores da cidade, Geraldo Brandão e Ézio Filho, a Niterói Discos nasceu com o objetivo de oferecer aos artistas da cidade um instrumento de qualidade para a divulgação de seus trabalhos. Para seus idealizadores, o importante era dar visibilidade ao que estava surgindo de novo na cena musical niteroiense e resgatar a história de artistas que levaram o nome da cidade para todo o Brasil.
Logo nos primeiros meses, o selo lançou trabalhos de artistas como Bia Bedran, Saloon & Cia, Ricardo Giesta, Zé Neto, Paulinho Guitarra, Ronaldo do Bandolim, Alex Malheiros, Tião Neto e Zé Katimba, além de tradicionais projetos escolares como a Banda de Música do Colégio Salesianos e o Coral do Centro Educacional de Niterói.
E os resultados não demoraram a aparecer. Já em 1992, três artistas do selo foram indicados ao prêmio Sharp da Música Brasileira: Júlio São Paio, como revelação masculina; Andrea Dutra, revelação feminina na categoria pop-rock; e Sérgio Nacif, melhor arranjador instrumental.
Premiado em 2011 na Festa Nacional da Música, na cidade de Canela, no Rio Grande do Sul, como o principal selo institucional do Brasil, um dos momentos marcantes dessa história foi o Festival Niterói Discos, realizado em 2010, no Abrigo de Bondes. Com a participação de 25 artistas, o Festival deu origem a 5 coletâneas de diversos gêneros.
Em 2022, o selo institucional lançou sua rádio online, uma ferramenta que tem como objetivo estimular e divulgar a intensa produção cultural da cidade. Além do acervo do selo, que já lançou mais de 180 trabalhos, a rádio abriu espaço para todos os artistas nascidos ou de alguma forma vinculados à Niterói. Muita música, 'podcasts' e entrevistas fazem parte da programação voltada ao público e aos artistas locais, mas que pretende também levar, por meio das 'ondas digitais', nossa produção cultural a todo o mundo.
Dizer que Niterói é um celeiro de talentos, chega a ser um lugar comum. Um dos mais importantes personagens do selo, o baixista e ex-secretário das Culturas de Niterói, o saudoso Arthur Maia, costumava dizer que na ponte não se cobrava pedágio, mas 'couvert artístico'.
Linha do Tempo Administrativa
1990–1992
Prefeito: Jorge Roberto Silveira
* Diretor: Ivan Macedo;
* Estruturação e criação da Niterói Discos;
* Início das atividades do selo em setembro de 1991.
1993–1996
Prefeito: João Sampaio
* Direção de Ivan Macedo;
* Continuidade das atividades do selo;
* Expansão do catálogo fonográfico.
1997–2002
Prefeito: Jorge Roberto Silveira
* Direção: Ivan Macedo e Paulo Renato Rocha;
* Consolidação da Niterói Discos como política cultural permanente;
* Ampliação significativa do número de lançamentos;
* Transição tecnológica do vinil para o CD.
2003–2008
* Prefeito: Godofredo Pinto;
* Direção: Talitha Ascoli e Cláudio Salles;
* Gestão associada à retomada de projetos contemplados em editais anteriores e à manutenção das atividades do selo durante aquele período.
2009–2012
Prefeito: Jorge Roberto Silveira
* Direção: Carlos Tatoo;
* O selo permaneceu em atividade;
* Premiação em 2011 na Festa Nacional da Música, na cidade de Canela.
2013–2020
Prefeito: Rodrigo Neves
* Direção: Luiz Otávio Torreão;
* Continuidade das atividades culturais da Niterói Discos;
* Realização do projeto Palco Niterói Discos, no Solar do Jambeiro.
2021–2024
* Prefeito: Axel Grael;
* Direção: Luiz Otávio Torreão;
* Lançamento da Rádio Niterói Discos;
* Lançamento do Catálogo do selo;
* Celebração dos 30 anos da Niterói Discos;
* Criação da Rádio Niterói Discos;
* Implantação da Sala dos Selos na Biblioteca Parque;
* Desenvolvimento do podcast Resenha Musical.
2025–Presente
* Prefeito: Rodrigo Neves
* Diretor: Alessandro Cardozo
* Mudança de nome para Niterói Música
* Digitalização dos áudios dos LPs
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Criado na primeira gestão do prefeito Jorge Roberto Silveira, em setembro de 1991, com o lançamento do LP da lendária banda "Os Lobos", o selo institucional Niterói Discos, da Fundação de Arte de Niterói, entra em nova fase, com novo nome, nova direção e muitos planos.
A iniciativa, estruturada em um momento de efervescente produção cultural e muitas barreiras tecnológicas, tornou-se uma das experiências mais duradouras de produção fonográfica pública no Brasil, com centenas de artistas registrados e um catálogo que reúne música popular, instrumental, erudita, samba, choro e projetos experimentais. Além de fomentar a produção musical local, o selo desempenha papel importante na preservação da memória cultural da cidade, constituindo um dos maiores acervos fonográficos municipais do país.
Do LP ao CD, do MP3 às plataformas de streaming ao nosso alcance pelo celular, desde então, a forma de produzir e ouvir música sofreu uma verdadeira revolução. É preciso, então, olhar para essas transformações de forma inovadora, oferecendo ferramentas que estimulem artistas nesse mundo digital.
Como parte dessas transformações, a Niterói Discos passa a se chamar Niterói Música.
O novo diretor, músico e artista com histórico de participação no catálogo da Niterói Discos, Alessandro Cardozo, passou a ocupar a direção do selo na atual gestão municipal (2025-28). Sua nomeação representa uma continuidade da política de valorização da memória musical da cidade e do fortalecimento do acervo histórico do selo.
Início de tudo
Inspirada no projeto de dois músicos e produtores da cidade, Geraldo Brandão e Ézio Filho, a Niterói Discos nasceu com o objetivo de oferecer aos artistas da cidade um instrumento de qualidade para a divulgação de seus trabalhos. Para seus idealizadores, o importante era dar visibilidade ao que estava surgindo de novo na cena musical niteroiense e resgatar a história de artistas que levaram o nome da cidade para todo o Brasil.
Logo nos primeiros meses, o selo lançou trabalhos de artistas como Bia Bedran, Saloon & Cia, Ricardo Giesta, Zé Neto, Paulinho Guitarra, Ronaldo do Bandolim, Alex Malheiros, Tião Neto e Zé Katimba, além de tradicionais projetos escolares como a Banda de Música do Colégio Salesianos e o Coral do Centro Educacional de Niterói.
E os resultados não demoraram a aparecer. Já em 1992, três artistas do selo foram indicados ao prêmio Sharp da Música Brasileira: Júlio São Paio, como revelação masculina; Andrea Dutra, revelação feminina na categoria pop-rock; e Sérgio Nacif, melhor arranjador instrumental.
Premiado em 2011 na Festa Nacional da Música, na cidade de Canela, no Rio Grande do Sul, como o principal selo institucional do Brasil, um dos momentos marcantes dessa história foi o Festival Niterói Discos, realizado em 2010, no Abrigo de Bondes. Com a participação de 25 artistas, o Festival deu origem a 5 coletâneas de diversos gêneros.
Em 2022, o selo institucional lançou sua rádio online, uma ferramenta que tem como objetivo estimular e divulgar a intensa produção cultural da cidade. Além do acervo do selo, que já lançou mais de 180 trabalhos, a rádio abriu espaço para todos os artistas nascidos ou de alguma forma vinculados à Niterói. Muita música, 'podcasts' e entrevistas fazem parte da programação voltada ao público e aos artistas locais, mas que pretende também levar, por meio das 'ondas digitais', nossa produção cultural a todo o mundo.
Dizer que Niterói é um celeiro de talentos, chega a ser um lugar comum. Um dos mais importantes personagens do selo, o baixista e ex-secretário das Culturas de Niterói, o saudoso Arthur Maia, costumava dizer que na ponte não se cobrava pedágio, mas 'couvert artístico'.
Linha do Tempo Administrativa
1990–1992
Prefeito: Jorge Roberto Silveira
* Diretor: Ivan Macedo;
* Estruturação e criação da Niterói Discos;
* Início das atividades do selo em setembro de 1991.
1993–1996
Prefeito: João Sampaio
* Direção de Ivan Macedo;
* Continuidade das atividades do selo;
* Expansão do catálogo fonográfico.
1997–2002
Prefeito: Jorge Roberto Silveira
* Direção: Ivan Macedo e Paulo Renato Rocha;
* Consolidação da Niterói Discos como política cultural permanente;
* Ampliação significativa do número de lançamentos;
* Transição tecnológica do vinil para o CD.
2003–2008
* Prefeito: Godofredo Pinto;
* Direção: Talitha Ascoli e Cláudio Salles;
* Gestão associada à retomada de projetos contemplados em editais anteriores e à manutenção das atividades do selo durante aquele período.
2009–2012
Prefeito: Jorge Roberto Silveira
* Direção: Carlos Tatoo;
* O selo permaneceu em atividade;
* Premiação em 2011 na Festa Nacional da Música, na cidade de Canela.
2013–2020
Prefeito: Rodrigo Neves
* Direção: Luiz Otávio Torreão;
* Continuidade das atividades culturais da Niterói Discos;
* Realização do projeto Palco Niterói Discos, no Solar do Jambeiro.
2021–2024
* Prefeito: Axel Grael;
* Direção: Luiz Otávio Torreão;
* Lançamento da Rádio Niterói Discos;
* Lançamento do Catálogo do selo;
* Celebração dos 30 anos da Niterói Discos;
* Criação da Rádio Niterói Discos;
* Implantação da Sala dos Selos na Biblioteca Parque;
* Desenvolvimento do podcast Resenha Musical.
2025–Presente
* Prefeito: Rodrigo Neves
* Diretor: Alessandro Cardozo
* Mudança de nome para Niterói Música
* Digitalização dos áudios dos LPs
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